Projeto Olho Vivo chega a Botucatu com oficinas gratuitas de audiovisual e educação ambiental para jovens da rede pública

Criado para jovens do ensino fundamental e médio da rede pública, o Projeto Olho Vivo tem por objetivo oferecer ferramentas técnicas e artísticas para que jovens desenvolvam conhecimentos específicos e olhar crítico, e possam produzir vídeos autorais para redes sociais, colaborando com a conscientização ambiental e práticas de cidadania em suas comunidades.

De 28 de julho a 18 de dezembro o projeto será oferecido na Escola Estadual Professor José Pedretti Netto, como matéria eletiva e complemento ao currículo. Serão 50 vagas distribuídas em duas turmas, para os ensinos fundamental e médio. O programa envolve ensino teórico e prático em pesquisa, criação e produção de conteúdo audiovisual artístico, com foco no aprendizado sobre compostagem e destinação de resíduos.

A estrutura integra profissionais de Botucatu e da Hermes Produções, empresa desenvolvedora da ação e especializada em projetos culturais incentivados. As aulas de educação ambiental e de produção de vídeo serão conduzidas pela Ciclo Limpo (https://ciclolimpo.com/), parte do ecossistema de inovação da UNESP, com forte atuação em destinação de resíduos e referência no segmento. Professores da escola estadual participam, acompanhando o aproveitamento e a frequência dos alunos nas atividades.

Durante o semestre, estão previstas visitas monitoradas ao aterro sanitário da cidade, na base de compostagem da empresa Ciclo Limpo que fica na UNESP e em cooperativa de catadores. No final do ano, os alunos participam de exposição aberta ao público, para mostrar uma seleção dos vídeos produzidos e outros resultados dessa jornada.

Criado pela Hermes Produções, o Projeto Olho Vivo tem patrocínio da Dexco, por meio da Lei de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet). A última edição aconteceu em Jacareí (SP) na Escola Estadual João Cruz.

Educação dos jovens pode apontar caminhos possíveis nas redes sociais

As redes sociais tornaram-se um espaço de socialização sem precedentes e é raro encontrar adolescentes que hoje não compartilhem fotos e vídeos. Por isso, é fundamental pensar como o jovem interage com as informações que acessa e que tipos de informações compartilha.

“Quando pensamos em trabalhar com jovens, estamos mirando o futuro, por isso escolhemos o meio ambiente como tema de trabalho nas oficinas de vídeo. Sabemos que é mais do que urgente uma mudança no modo das populações se relacionarem com a natureza e a sua preservação. Com conhecimentos sobre a linguagem audiovisual, questões ambientais e práticas colaborativas, esses jovens estarão capacitados a produzir conteúdos de interesse para suas comunidades com qualidade e que apontem para outros futuros possíveis”, afirma Maysa Lepique, produtora executiva do Projeto Olho Vivo.

“Esse projeto representa exatamente o que acreditamos na Dexco: educação ambiental e protagonismo juvenil como motores de transformação social. Apoiar o Olho Vivo significa fortalecer a juventude como agente da mudança socioambiental e reafirma nosso comprometimento com a educação, cultura e desenvolvimento das comunidades”, diz Perla Schein, especialista de Responsabilidade Social da Dexco, empresa patrocinadora do projeto.

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Foto: Divulgação